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7 carros elétricos que serão lançados no Brasil em 2021

FONTE:https://forbes.com.br/forbes-tech/2021/04/7-carros-eletricos-que-serao-lancados-no-brasil-em-2021/

O lançamento da Porsche para este ano no Brasil: o Taycan 4 Cross Turismo


Por Mateus Omena e Matheus Riga


Audi, BMW, Fiat, Peugeot, Porsche e Volvo são algumas das montadoras que prometem novos modelos de carros elétricos para 2021, categoria que tem atraído um número cada vez maior de motoristas de todo o mundo graças ao baixo impacto ambiental. De acordo com a pesquisa “The Future of Mobility” (“O Futuro da Mobilidade”, em tradução livre), realizada pelo instituto de pesquisa Ipsos em novembro de 2019, 49% dos brasileiros alegaram que a menor emissão de gases poluentes era o principal atrativo do novo modal.


Apesar do interesse dos consumidores, a verdade é que a penetração dos VEs por aqui ainda é muito baixa. Os 45 mil carros elétricos em circulação no território brasileiro atualmente representam apenas 1% do total, segundo a ABVE (Associação Brasileira de Veículos Elétricos). No ano passado, os licenciamentos da categoria – mesmo considerando as versões híbridas – também não passaram de 1%.

Ainda assim, a entidade tem presenciado um crescimento. O ano passado foi o melhor até agora na série histórica de vendas de automóveis híbridos e elétricos da ABVE, que acompanha o setor desde 2012: foram 19 mil unidades, um crescimento de 66,5% em comparação a 2019.

PRÓS E CONTRAS Além dos fatores ambientais, a população já vem reconhecendo alguns outros benefícios dos VEs. O chefe da divisão de motores e veículos do Instituto Mauá de Tecnologia, Renato Romio, diz que, por conta de seu tamanho, o motor movido à eletricidade possui um rendimento acima de 90%, superior aos 40% dos que utilizam combustível. “Outra característica é que ele tem força em baixas rotações. Então, a performance é muito boa na propulsão e capacidade de tração.” A bateria, por outro lado, provoca sentimentos conflituosos nos proprietários de carros elétricos. Segundo Romio, os índices de manutenção são baixos, o que traz alívio para o bolso dos consumidores. No entanto, esse componente também traz algumas limitações. “Em algum momento, o usuário terá de trocar a bateria”, diz. “E, nestes casos, o valor pode, muitas vezes, ser superior ao do carro.” Ainda assim, o pesquisador do IMT diz que raramente há necessidade de qualquer mudança nos primeiros oito anos de uso. Uma pedra no sapato do consumidor é falta de infraestrutura para o carregamento. Também chamados de eletropostos, esses locais fornecem energia às baterias dos modelos híbridos e elétricos por meio de um plugue. Segundo a ABVE, o Brasil possui, atualmente, 350 desses pontos de recarga espalhados em rodovias, shoppings e postos de combustível. Para o coordenador-executivo da PNME (Plataforma Nacional de Mobilidade Elétrica), Marcus Regis, a questão da infraestrutura de recarga é o principal calcanhar de Aquiles, tanto para o consumidor quanto para a indústria. “Eu preciso primeiro ter automóveis elétricos para ter a infraestrutura de recarga ou vice-versa? Essa é uma pergunta muito parecida com aquela que tenta descobrir quem veio primeiro, o ovo ou a galinha”, afirma. “A pessoa não vai comprar o carro se não tiver onde carregar. Por isso, as duas coisas precisam caminhar juntas, com passos incrementais.”

IPI: O VILÃO DA INDÚSTRIA A produção nacional de carros elétricos/híbridos, de acordo com a ABVE e com a Anfavea, resume-se a apenas um modelo – o Corolla Hybrid Flex, da japonesa Toyota, montado na cidade de Indaiatuba, no interior do estado de São Paulo. O carro, híbrido, representou mais da metade das vendas da categoria no ano passado – a outra metade chegou ao país via importação.

Assim como para a indústria, as taxas e tarifas também são um empecilho para os consumidores. De acordo com o gerente de assuntos governamentais da Toyota e vice-presidente de veículos leves da ABVE, Thiago Sugahara, a falta de políticas públicas, especialmente as tributárias, é o principal desafio do setor. “O maior entrave aos veículos eletrificados atualmente não é o imposto de importação, mas sim o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados)”, diz. Modelos híbridos elétricos podem pagar até 18% ou 20%, respectivamente, de imposto sobre o valor do veículo – contra 7%, por exemplo, dos veículos flex 1.0 com motor à combustão. O presidente da ABVE, Adalberto Maluf, concorda e diz que as fábricas brasileiras de automóveis podem ficar obsoletas pela ausência de uma política industrial para o setor. “Consideramos justo que veículos mais eficientes e menos poluentes, como os elétricos, paguem menos impostos do que os veículos à combustão, como o mundo inteiro faz”, afirma. “O ideal é que eles fossem taxados como os automóveis 1.0.” Segundo ele, caso não haja redução desses tributos, o setor ficará isolado do restante do mundo, dificultando o desenvolvimento de fabricantes de peças e fornecedores. LANÇAMENTOS DE 2021 Mesmo com dificuldades para entrar de vez no mercado brasileiro, seja por conta do preço alto de componentes ou pela falta de infraestrutura de carregamento, os automóveis elétricos devem aumentar sua presença no país em 2021, ainda que por vias internacionais. Montadoras tradicionais, como, por exemplo, a italiana Fiat, a sueca Volvo, as francesas Renault e Peugeot, além das alemãs Audi, BMW, Porsche, prometem novidades para os próximos meses.

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